Mourão critica lockdown nacional “Nós não somos ditadura”

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta terça (2/3) que o país não tem a possibilidade de decretar um lockdown nacional, como sugeriram secretários e especialistas de saúde. De acordo com ele, a medida se trata de “imposição”.

“Não adianta você querer impor algo nacional, como é que você vai fazer isso pra valer? A imposição. Nós não somos ditadura né. [Na] ditadura é fácil né, tu sai dando ‘bangornada’ em todo mundo aí. Vai ter que haver uma campanha em todos os níveis de conscientização da população”, disse o vice-presidente.

Doze Estados e o DF, elevaram as restrições. Entre as unidades federativas com restrições mais severas, estão Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e DF, que fecharam todos os serviços considerados “não essenciais”.

Em uma carta enviada ao Ministério da Saúde, os representantes estaduais listaram uma série de medidas para restringir a circulação das pessoas e tentar frear o avanço da crise de saúde pública.

Uma das propostas é adotar o toque de recolher entre oito da noite e seis da manhã, além dos finais de semana com fechamento de serviços não essenciais em todo o país.

O general se manifestou contrário à sugestão, dizendo que cada estado do Brasil tem sua peculiaridade.

“Eu considero que isso aí são coisas de cada lugar, porque o Brasil é muito diferenciado, cada população tem sua característica. Se você for analisar, são cinco países diferentes em um só: o Norte é uma coisa, o Nordeste é outra etc.”, destacou.

Mourão ponderou que é preciso realizar campanhas de conscientização.

“Acho também que tinham que ter alguma atitude em relação ao transporte urbano, acho que nenhum gestor se preocupou muito com isso aí. É por aí. E conseguir acelerar as vacinas. Acelerando as vacinas a coisa anda de forma boa”.