Barroso volta a defender regulação das redes sociais: ‘Não podem servir à destruição da democracia’

Hoje (22), o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, voltou a ressaltar a “importância da regulação das redes sociais para “preservação da democracia”.

Durante a abertura da 6ª edição do Teste Público de Segurança (TPS), Barroso ressaltou que a desmonetização de sites e grupos que disseminam supostas notícias falsas e fazem supostos “ataques” ao sistema eleitoral, e medidas jurídicas criminais são os dois passos principais, no momento, para para garantir a democracia.

“Uma coisa é criticar as urnas. Outra é ter grupos financiando ataques às urnas visando descredibilizá-las. Quanto a isso, pode haver providências de natureza criminal, e o TSE conseguiu promover a desmonetização desses sites“, disse o ministro.

Segundo Barroso, já está mais do que comprovada a importância das redes sociais no mundo contemporâneo.

“O que se descobriu é que mentira, ódio, sensacionalismo geram mais engajamento do que um discurso razoável, racional. Isso gera incentivo ruim porque gera mais receita. Todo mundo está procurando uma forma de regulação das mídias sociais que não interfira na democracia, mas não que não sejam instrumentos de destruição da democracia”, afirmou Barroso.

Corregefor determinou desmonetização de canais conservadores

Em agosto, o corregedor-geral do TSE, Luis Felipe Salomão, determinou que as redes sociais suspendam o repasse de valores a canais conservadores que, segundo o entendimento dele, “comprovadamente” propagam desinformação sobre as eleições.

Os canais listados na decisão de Salomão, no entanto, são os que têm divulgado os questionamentos do presidente Jair Bolsonaro em relação às urnas eletrônicas.