Netanyahu diz que “em breve estará de volta” ao poder

Após 12 anos, Benjamin Netanyahu não é mais primeiro-ministro de Israel.

A Knesset, o Parlamento do país, aprovou neste domingo, por 60 votos a 59, uma improvável coalizão que une as principais forças de oposição israelenses, juntando oito partidos que vão da sigla centrista Yesh Atid à extrema direita do Yamina, passando por legendas de esquerda.

É também a primeira vez que um partido que representa os árabes-israelenses, a Lista Árabe Unida, compõe o Gabinete.

“Se o nosso destino é estar na oposição, faremos isso de cabeça erguida, derrubaremos esse mau governo e voltaremos a liderar o país a nossa maneira (…) Voltaremos logo!”, garantiu Netanyahu em um discurso perante o Knesset

“Bennett e seus amigos fazem parte de uma falsa direita e as pessoas sabem disso muito bem”, disse Netanyahu, elogiando os “sucessos” de seu governo, destacando em particular os acordos para normalizar as relações com os países árabes, e “operações estrangeiras” incluindo a de 2018 que, em sua opinião, permitiu ao Estado judeu apreender arquivos nucleares iranianos.

“Mas hoje o Irã comemora (a nova coalizão) porque percebe que agora existe um governo fraco” em Israel, acrescentou Netanyahu. 

Neste domingo (13), o Parlamento de Israel oficializou, a troca no comando do país após 12 anos. A “coalizão de mudança” – formada por rivais ideológicos de Netanyahu -anunciou o Naftali Bennett como novo primeiro-ministro. Direitista, Bennett terá de compor com grupos diversos da política israelense, como árabes e políticos de centro-esquerda.

Em seu discurso à Knesset, o novo premier Naftali Bennett, líder do Yamina e ex-ministro da Defesa, afirmou que o recém-empossado e