General Silva e Luna já economizou 163 milhões para Itaipu em apenas 100 dias no cargo

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, o general Joaquim Silva e Luna, através de suas medidas de austeridade, já economizou mais de R$ 163 milhões para os cofres da binacional, empresa pública mantida pelo Brasil e pelo Paraguai. 

O balanço é referente a 100 dias de sua gestão à frente da usina, completados nesta quarta (5).

O valor economizado equivale à metade dos recursos destinados à construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que deve custar R$ 323 milhões.

Nessa conta não entram estimativas futuras de redução de outros gastos que ocorrerão com o enxugamento do escritório de Itaipu em Curitiba e, consequentemente, a transferência de quase 150 empregados para Foz do Iguaçu, centro de comando da usina. Com a medida, Itaipu manterá na capital paranaense apenas uma unidade de representação, a exemplo de Brasília (DF).

Só com o cancelamento da reforma prevista para o Edifício Parigot de Souza, sede do escritório de Curitiba, a economia passa de R$ 4,1 milhões e com a redução de passagens aéreas e diárias de funcionários que se locomoviam entre Foz do Iguaçu e Curitiba, nos primeiros cinco meses do ano e em comparação ao mesmo período de 2018, foram economizados R$ 2,3 milhões.

A redução de gastos mais significativa foi no orçamento referente a convênios. Entre cortes de convênios e desonerações, tanto em convênios atuais como os que seriam pagos ao longo dos anos, foram poupados R$ 140 milhões. Na concessão de patrocínios o corte foi de R$ 17 milhões.

Além das medidas de austeridade, o general Silva e Luna deu encaminhamento à obra da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que deverá colocar Foz do Iguaçu num outro status de importância econômica, com a melhoria da infraestrutura logística e da segurança.

De acordo com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, a usina poderá bancar a construção da ponte, das ligações com a BR-277 e da aduana graças exatamente ao remanejamento do orçamento nos próximos quatro anos. Isso, sem afetar a tarifa, que permanecerá nos níveis em que está. Os investimentos também estão sendo aplicados na ampliação e modernização do Hospital Costa Cavanti, um dos mais importantes do Sul do Brasil e de extrema importância para a fronteira e na conclusão do mercado municipal, entre outros.

“O gestor de um órgão público, que trabalha com o que obtém da cobrança de impostos, e o gestor de uma empresa pública, cujo orçamento se baseia nos recursos obtidos pelos serviços que presta, têm que usar critérios de profundo respeito ao dinheiro que, pela análise mais simples, é do povo”, diz Silva e Luna.

“Encaro a gestão em Itaipu como a missão de mostrar à população que viemos não para atender a interesses diversos, mas para confirmar que é possível, sim, administrar uma empresa pública de forma idônea e em consonância com as diretrizes do governo federal”, conclui.

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