EUA impõem sanções contra a Rússia

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça (2) a aplicação de sanções contra sete dirigentes russos de alto escalão por conta do envenenamento do líder de oposição Alexei Navalny e da repressão a seus apoiadores.   

Essa é a primeira ação do governo de Joe Biden contra a Rússia e foi decidida em colaboração com a União Europeia, que inseriu quatro dirigentes de Moscou na lista de pessoas com bens congelados e proibição de entrar no bloco.   

O Departamento de Comércio ainda vai acrescentar 14 nomes à lista de empresas e entidades envolvidas “em atividades contrárias à segurança nacional dos EUA”. Os nomes dos alvos das sanções ainda não foram divulgados pela Casa Branca.  

Outro dirigente do governo Biden afirmou que Navalny, que cumpre sentença de três anos e meio de prisão em uma colônia penal, tem de ser libertado “imediatamente e sem condições”.   

As autoridades americanas afirmaram que Navalny foi atacado com o produto químico Novichok, que já havia sido usado em outros dissidentes políticos.

Já a UE divulgou nesta terça os nomes dos quatro novos alvos das sanções europeias à Rússia: o chefe do comitê investigativo do país, Alexander Bastrykin, o comandante da Guarda Nacional, Viktor Zolotov, o procurador-geral Igor Krasnov e o líder do serviço carcerário federal, Alexander Kalashnikov.   

Os EUA e a UE condenam a prisão de Navalny e a repressão violenta de manifestações em defesa do opositor, que diz ter sido envenenado a mando de Putin no ano passado. (ANSA). 

Washington repetidamente atribui ao Kremlin a autoria do suposto envenenamento, apesar de não apresentar evidências para substanciar as alegações.

A nova rodada de sanções teve como alvo a indústria de defesa, com a Rússia sendo adicionada à lista de países cujas exportações de artigos e serviços de defesa foram negadas.

Com a nova rodada de sanções, Washington encerrará todos os programas de atos de assistência externa relacionados à Rússia, exceto a assistência humanitária urgente. Os Estados Unidos também proibiram o fornecimento de quaisquer créditos ou assistência financeira à Rússia através de departamentos governamentais.

Moscou, por sua vez, negou veementemente as acusações, indicando que os médicos russos não encontraram vestígios de produtos químicos perigosos no sangue de Navalny. O Kremlin também condenou o silêncio da Alemanha, acrescentando que não poderá conduzir uma investigação sobre o caso sem evidências que provem que ele foi realmente envenenado.