COMANDANTE DO EXÉRCITO, GEN. PUJOL, NÃO DEU BOAS NOTÍCIAS A GILMAR MENDES EM ENCONTRO DURANTE A SEMANA.

Segundo interlocutores do ministro durante a conversa que tinha como objetivo a entrega do novo livro de Gilmar Mendes ao comandante do exército, General Pujol teria relatado a Gilmar sobre a não concordância com as recentes interferências do poder judiciário em ações do governo Jair Bolsonaro.

O General citou como exemplo a liminar que cancelou a nomeação do Delegado Ramagem para Diretor da Polícia Federal, bem como as decisões que limitaram o poder do presidente e transferiram a condução das medidas de combate a pandemia do coronavirus, a governadores e prefeitos.

A matéria foi publicada na manhã de hoje pela revista Veja e abaixo seguimos alguns trechos:

O Comandante do Exército General Pujol diz a ministro do STF l, Gilmar Mendes, que as últimas decisões da Corte atropelaram as atribuições do Presidente da República.

Durante a conversa ministro aproveitou a oportunidade para tentar desfazer a interpretação corrente, em boa parte estimulada pelos generais que ocupam assento no Palácio do Planalto – Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) – de que há um complô em curso para enfraquecer politicamente o presidente.

E que também ncluiria o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o ministro do STF Alexandre de Moraes, autor das decisões judiciais que mais têm interferindo nas decisões partidas do Palácio do Planalto.

Mendes chegou a explicar ao General o motivo que levou a tomadas das decisões judiciais, mas o ministro acabou ouvindo o que não queria.

Segundo interlocutores que conversaram com o magistrado, Pujol se alinhou à interpretação da caserna de que o Judiciário tem extrapolado em suas funções. Mesmo entre os militares considerados mais “institucionais” e avessos ao mundo político, como o comandante do Exército, não foram bem assimiladas decisões de Moraes como a que vetou o nome de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal. A ordem judicial que mais impressionou os fardados, no entanto, foi a decisão do STF que impediu o presidente de decidir sobre políticas relacionadas ao novo coronavírus.

O Editoral do Pátria Digital resolveu divulgar está notícia, dando o crédito a revista Veja autora da mesma, porém se reserva o direito de não garantir os fatos narrados e que tentaremos confirmação dos mesmos.