Brasil não vê motivos para França se recusar a assinar acordo entre Mercosul e União Europeia

O governo brasileiro não vê razões para se opor ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, anunciado em junho deste ano. A declaração foi transmitida pelo porta-voz da presidência da república, Otávio Rêgo Barros, nesta terça-feira. Segundo ele, três pontos foram respeitados na negociação: o diálogo político, a cooperação e o livre comércio.

“O presidente Bolsonaro não vê motivos para registro de oposição formal ao acordo Mercosul/União Europeia. Tendo em vista o cumprimento das metas do Brasil no Acordo de Paris e o compromisso com a preservação e emprego sustentável de nossa floresta, não há razão para que o acordo não seja aprovado pelos países integrantes nos dois blocos”.

O posicionamento do governo foi dado depois que a ministra da França, Elisabeth Borne, disse que o país não vai assinar o acordo entre os dois blocos econômicos, sobre questões agrícolas. Ela alega que o “Brasil não respeita a Floresta Amazônica”. No entanto, o porta-voz citou que o estado brasileiro vem respeitando diversos acordos e também a preservação da floresta.

Durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, o porta-voz ainda reiterou o posicionamento do Ministério da Justiça a respeito da decisão do ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, para que a veiculação da campanha publicitária pelo pacote anticrime seja suspensa. Segundo a nota lida pelo porta-voz, o ministro da Justiça, Sério Moro, lamenta a decisão do magistrado.

“Lamento a decisão do ministro do Tribunal de Contas da União, de suspender a campanha publicitária do pacote anticrime, que é importante para esclarecer à população o alcance das medidas propostas. O ministro da Justiça e da Segurança Pública aguardará respeitosamente a decisão final sobre a questão, até porque é uma medida cautelar que será submetida à apreciação do pleno”.

Otávio Rêgo Barros informou, ainda, que o roteiro do presidente para viagem ao Oriente Médio e à Ásia está mantido: Japão, China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. Segundo o porta-voz, pode haver mudanças, e a ida do presidente está prevista para o dia 20 de outubro.

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