Moraes mantém prisão preventiva de Roberto Jefferson

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, para que ele ficasse detido em casa.

Moraes manteve a prisão preventiva, que, de acordo com Moraes, é “imprescindível para a “ordem pública e à instrução criminal”.

No despacho, o ministro afirma que mesmo depois de ter sido preso, Jefferson incita atos de violência e agressões contra o Supremo e outras instituições.

Ele  destaca o incentivo a atos em 7 de setembro.

“Mesmo após ter sua prisão decretada, permanecea praticar condutas criminosas semelhantes às que ensejaram suacustódia preventiva e subsequente oferecimento da denúncia pelaProcuradoria-Geral da República; inclusive, continuando a incitar apopulação para que pratique crimes contras os Poderes da República –especialmente em relação ao Senado Federal e ao Supremo Tribunal Federal –, incitando graves agressões a Senadores da República e aMinistros do Supremo Tribunal Federal, notadamente nos atosprevistos para o próximo feriado nacional de 7/9/2021”, escreveu Moraes

O ministro afirma ainda que o Roberto Jefferson teria destruído provas referentes às investigações e dito que não aceitaria prisão domiciliar.

“Aliás, ao destruir provas que interessariam à investigação e,posteriormente, indicar que ‘não aceitaria’ eventual prisão domiciliar cumulada com monitoramento eletrônico, o custodiado revela, mais uma vez, seu absoluto desrespeito em relação à Justiça, o que indica que amanutenção da custódia preventiva é absolutamente necessária tambémpara a conveniência da instrução criminal”, completou Alexandre.   

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