A Justiça da França sentenciou nesta segunda-feira (31) a líder da direita, Marine Le Pen, a quatro anos de prisão e cinco anos de inelegibilidade por desvio de fundos públicos europeus, o que a impediria de disputar a eleição presidencial de 2027.
Apesar da condenação, Le Pen, de 56 anos, não será presa, pois o Tribunal Correcional de Paris autorizou que cumpra dois anos em regime domiciliar, monitorada por uma tornozeleira eletrônica. A inelegibilidade entra em vigor imediatamente, mesmo que haja recurso.
Marine Le Pen afirmou que a decisão judicial que a tornou inelegível foi “política” e que a Corte teve a intenção deliberada de impedir sua candidatura à Presidência em 2027.
Após o veredito, a política concedeu uma entrevista ao canal de TV TF1 nesta segunda-feira (31).
Ela reconheceu que está fora da corrida eleitoral, mas declarou que “isso não significa que estou fora da política”. Também elogiou seu colega de partido, Jordan Bardella, apontado como provável candidato à Presidência.
À frente do partido Reunião Nacional (RN), Le Pen liderava as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2027 na França.
De acordo com a condenação, ela utilizou recursos do Parlamento Europeu para pagar funcionários de seu partido enquanto era deputada.
Durante o julgamento, Le Pen e sua legenda argumentaram que os recursos foram empregados de forma legítima e que a definição do que um assistente parlamentar faz foi interpretada de maneira muito restrita.
Entretanto, a juíza Bénédicte de Perthuis, responsável pelo veredito, afirmou que Le Pen tinha pleno conhecimento do esquema e estava “no centro” dele.
A magistrada do Tribunal de Paris, que analisou o caso, calculou um prejuízo total de 2,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões), apontando que “o Parlamento Europeu pagou pessoas que, na realidade, trabalhavam para o partido”.
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