O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (3/4) que o partido mudou a estratégia para conseguir apresentar o requerimento de urgência para o projeto de lei (PL) da anistia, que propõe beneficiar os perseguidos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
O deputado disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) solicitou que os líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência neste momento.
“Quero deixar claro que o presidente Hugo Motta é, continua sendo e será sempre aliado do PL em todas as nossas bandeiras, inclusive na anistia. Entretanto, a gente tem que entender as situações e a pressão que a cadeira de um presidente sofre”, explicou Sóstenes.
Após a postura de Motta, a estratégia do PL mudou e agora, ao invés das assinaturas dos líderes, o partido recolhe assinaturas individuais dos deputados para conseguir protocolar o requerimento de urgência para o projeto. O documento permite que um texto seja apreciado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões antes.
De acordo com Sóstenes, foram colhidas 163 assinaturas até o momento. O partido realizou obstrução de pautas durante a semana para pressionar Motta a pautar o requerimento de urgência, mas não conseguiu impedir as votações em plenário. O líder ressaltou que a obstrução vai continuar, mas de forma “responsável”.
O requerimento de urgência para votar diretamente em plenário o PL da Anistia precisa de 257.
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