“É preciso demonstrar amor ao Brasil. Não é só colocar uma camisa da seleção brasileira e sair xingando’ diz Pacheco

Durante evento do PSD nesta quarta, em Brasília, políticos e lideranças do PSD fizeram apelos para que Pacheco oficialize sua candidatura. O presidente do partido, Gilberto Kassab, disse considerar que Pacheco já é o candidato.

Pacheco foi menos enfático sobre sua posição nas próximas eleições.

“O que devo dizer a todos os senhores é que, convocado a esta missão de servir o PSD, eu o faço na condição de presidente do Senado e do Congresso. E em relação às eleições de 2022, eu repito: estarei de corpo, alma, mente e coração a serviço do partido e a serviço do Brasil”, afirmou.

“Todos nós queremos que as eleições aconteçam e elas acontecerão, embora alguns tenham até sugerido que não tivessem eleições no Brasil, o que foi imediatamente repudiado pelo nosso partido. As eleições acontecerão e será um momento mágico”, disse.

É preciso demonstrar amor ao Brasil. Não é só colocar uma camisa da seleção brasileira e sair xingando o STF, o Congresso Nacional e a política brasileira. Amor ao Brasil é praticar a cidadania, criticar de maneira respeitosa”, completou.

Pacheco diz que em ‘hipótese alguma’ PEC da Bengala será revogada, mas vê abertura para aumento da idade de indicados para tribunais

“Eu não acredito em hipótese alguma que possa acontecer a evolução disso nem na Câmara dos Deputados. Eu acho que foi uma aprovação na CCJ, acho que o presidente Arthur Lira não deve levar a discussão ao plenário”, disse Pacheco

Existe uma segunda proposta, de autoria do deputado federal Cacá Leão (PP-BA), que também foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na terça (23).

Segundo Leão, a emenda constitucional (88/15) resultante da chamada PEC da Bengala, que alterou o limite de idade da aposentadoria compulsória no serviço público federal de 70 para 75 anos, deixou de alterar a idade máxima de 65 anos para acesso de magistrados aos tribunais superiores e aos tribunais regionais, bem como para a nomeação dos ministros do Tribunal de Contas da União.

NAS MÃOS DE ARTHUR LIRA

Na visão de líderes da Câmara, a admissibilidade da proposta foi um recado ao STF contra recentes decisões que atingiram o Poder Legislativo, como a suspensão da execução das emendas de relator.

“O recado já foi dado. Mas Lira só vai ultrapassar esse limite, se o Judiciário o fizer também”, terua afirmado um importante aliado do presidente da Câmara.

Fonte: oantagonista